November 19 , 2013

Desreguladores endócrinos: eles estão dentro e fora das nossas casas

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Desreguladores endócrinos são substâncias que estão no meio ambiente e que têm ação no sistema endócrino, por mecanismos diferentes.

Esses desreguladores podem ser naturais ou sintéticos e essas substâncias se acumulam no meio ambiente e entram no nosso organismo por meio do ar, água, embalagens que acondicionam alimentos e outros produtos usados no trabalho e em casa. Além disso, os desreguladores podem ter passagem pela placenta e pelo leite materno.

Alguns exemplos de desreguladores: fitoestrógenos, alguns pesticidas, ftalatos, metais pesados (arsênio, cádmio, mercúrio), medicamentos, bisfenol A e determinados produtos de beleza.

Além de altas concentrações, provavelmente o tempo de exposição a essas substâncias também é importante para determinar um efeito deletério no nosso organismo. Esses efeitos foram encontrados em estudos animais, após a exposição a essas substâncias. Em humanos, há apenas estudos de associação, mostrando a ligação entre a exposição a alguns desreguladores e alterações no sistema reprodutivo, na glândula tireoide, entre outros.

A idade em que ocorre a exposição também é um fator importante, ressaltando a infância e o período de gestação.

O bisfenol A (BPA) é uma substância presente no plástico policarbonato e resina epóxi e está associado a alterações no nosso sistema reprodutivo, risco maior de obesidade, entre outros problemas de saúde. Recentemente, a Anvisa proibiu no nosso país o uso de mamadeiras com BPA, importante ação para reduzir a exposição de crianças a essa substância.

Várias sociedades médicas no mundo têm utilizado o princípio da precaução em relação aos desreguladores, ou seja, há uma preocupação com relação aos potenciais efeitos deletérios em nosso organismo, mas ainda sem comprovação científica. Seria importante, portanto, tentar reduzir a exposição a essas substâncias, especialmente de nossas crianças.

Por Dra. Cristiane Kochi, SBEM-SP

June 13 , 2013

Estudos indicam que presença de Bisfenol-A pode alterar cérebro de feto no útero

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No dia 28 de março, foi publicada no site www.globo.com, na página do programa Bem Estar, uma matéria sobre pesquisa conduzida pela Universidade de Columbia, nos EUA, apontando que exposição ao Bisfenol-A (BPA) pode alterar as funções cerebrais e o comportamento ainda no útero. O resultado dos estudos feitos com cobaias de camundongo foi publicado na revista americana “Proceedings of the National Academy of Sciences”.

As evidências de que o BPA age como um desregulador endócrino que altera os receptores estrogênicos estão cada vez mais intensas.

“Este estudo publicado numa das revistas mais conceituadas no meio científico corrobora com estudos anteriores e demonstra que a exposição crônica a baixas doses de BPA é capaz de provocar alterações na expressão gênica através de alterações epigenéticas, ou seja, metilação gênica. Ainda mais importante, este estudo mostra que a exposição intra-útero é especialmente mais prejudicial”, explica Dra. Elaine Maria Frade Costa, diretora da SBEM-SP e coordenadora do GTDE (Grupo de Trabalho dos Desreguladores Endócrinos).

Para a SBEM-SP, que apoia a obrigatoriedade da Anvisa em informar a presença de BPA nas embalagens de alimentos, não se pode ignorar o aumento da incidência de distúrbios endócrinos como a obesidade, o diabetes, a precocidade sexual, a infertilidade e até mesmo as alterações do comportamento e outras doenças sem causas conhecidas. O BPA pode ser uma das origens destas doenças.

“A ‘ausência de evidência não é evidência de ausência’, portanto não podemos fechar os olhos para a influência do meio ambiente na saúde humana”, concluir Dra. Elaine.

June 12 , 2013

Ministério Público recorre na justiça para manter informação sobre Bisfenol-A em rótulos

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De acordo com nota publicada, no dia 6 de junho, pelo portal EBC (www.ebc.com.br), o Ministério Público Federal de São Paulo recorreu contra sentença dada pela Justiça Federal, que negou pedido feito para obrigar que a Anvisa exija informação da presença do Bisfenol-A (BPA) nas embalagens e rótulos que contenham esta substância.

A SBEM-SP apoia o pedido de exigência da informação. “É surpreendente que a Justiça Federal tenha negado este pedido. É o mesmo que negar à população o direito constitucional de livre escolha a partir da informação”, declara Dra. Elaine Maria Frade Costa, diretora da SBEM-SP e coordenadora do GTDE (Grupo de Trabalho dos Desreguladores Endócrinos).

A presença do BPA em embalagens de alimentos prejudica a saúde humana e animal, podendo causar doenças cardíacas e câncer.

“A Anvisa, a exemplo do que já ocorre na Costa Rica, Dinamarca, Canadá e União Europeia, deveria proibir o uso de BPA em embalagens que acondicionam alimentos”, comenta Dra. Elaine.

May 23 , 2013

Americano que pesquisa sobre desreguladores endócrinos em crocodilos participa do X COPEM

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O convidado internacional do X COPEM, Dr. Louis J. Guillette Jr – PHD da Universidade de Medicina da Carolina do Sul (Medical University of South Carolina), Estados Unidos, e pesquisador de desreguladores endócrinos em genomas marinhos – concedeu entrevista durante o último dia do X COPEM, em São Paulo.

Dr. Guillette trabalha com pesquisas em genes de crocodilos, golfinhos, tartarugas marinhas e tubarões, com o objetivo de entender como a saúde dos animais no meio ambiente em que vivem influencia diretamente na saúde dos seres humanos.

Para o professor e pesquisador, sua missão neste evento foi destacar dois importantes assuntos:

– fazer com que as pessoas percebam que o lugar onde vivem e os seus modos de vida têm impacto direto no desenvolvimento dos genes dos animais do planeta, e;

– mostrar a necessidade da conduta denominada “sentinela”, ou seja, observar o que acontece no meio ambiente e estudar a saúde dos animais para, consequentemente, estudar a saúde dos seres humanos.

“Vemos as coisas no meio ambiente, mas será que sabemos interpretar?”, questionou Dr. Guillete.

Para a Dra. Elaine Maria Frade Costa, diretora da SBEM-SP e coordenadora do GTDE (Grupo de Trabalho dos Desreguladores Endócrinos) da SBEM-SP, Dr. Guillette é uma autoridade no que diz respeito às pesquisas com substâncias que atuam como desreguladores endócrinos.

Por meio de seus estudos com crocodilos que vivem em certos lagos da Flórida, foi possível identificar que as águas estavam contaminadas com compostos estrogênicos e o que estas substâncias causavam na saúde reprodutiva desses animais. Com isso, as autoridades americanas começassem a se preocupar com a contaminação do meio ambiente e determinar as medidas de proteção para a população.

“Além de renomado pesquisador, o Prof. Louis é um excelente palestrante e despertou grande interesse da plateia sobre um assunto que ainda é pouco falado e estudado no nosso país”, declarou Dra Elaine. “Cumprimento a Comissão Científica do X COPEM pela excelente escolha e pela oportunidade de ter conhecido e iniciado uma colaboração científica tão expressiva!”, acrescenta ela.

Com trabalhos na África do Sul e México, Dr Guillette diz que “É possível saber que muito do que acontece na vida dos animais não necessariamente acontece na vida dos seres humanos, mas se os animais ficam doentes, os humanos também ficam”.

Para ele, que participou pela primeira vez do COPEM, esta foi uma grande oportunidade para falar sobre os desreguladores endócrinos, assunto que considera ainda novo para muitos médicos, além de ter sido o momento para conversar com outros colegas da área e ajudar em pesquisas futuras, fazendo novos contatos.

 

March 15 , 2013

Produtos químicos presentes no dia a dia afetam sistema endócrino

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Um estudo realizado pela Organização das Nações Unidas (ONU), em parceria com a Organização Mundial da Saúde (OMS), alerta sobre o impacto de produtos químicos do dia a dia na saúde das pessoas, por favorecerem o aparecimento de alterações hormonais, problemas de fertilidade e males congênitos.
A pesquisa, divulgada pela BCC de Londres, na Inglaterra, no dia 19 de fevereiro, ressalta que o efeito negativo hormonal pode ser provocado por aditivos em embalagens, bens de consumo, produtos farmacêuticos, brinquedos infantis e de higiene. Entre os produtos químicos que podem alterar o sistema hormonal estão os ftalatos (usados em plásticos maleáveis e na produção de brinquedos, perfumes e produtos farmacêuticos, como desodorantes) e bisfenol A (também chamado BPA, substância que serve para endurecer plásticos e é encontrada em embalagens de bebidas e alimentos).

O trabalho informa que o número de produtos EDCs – compostos desreguladores endócrinos – aumentou dramaticamente entre 2000 e 2012, e muitos não são testados sobre seus efeitos na saúde do homem e na vida selvagem. De acordo com o relatório da ONU e da OMS ainda há poucos dados sobre como os EDCs são fabricados e onde são utilizados. Também faltam estudos sobre seus efeitos no sistema hormonal e sua relação com doenças específicas. O que se sabe é que a exposição a muitos desses químicos pode estar ligada a casos de câncer de mama, tireoide e próstata, deformações em bebês, hiperatividade em crianças, diabetes, asma, obesidade, Alzheimer, Parkinson, derrames e redução de fertilidade. “A preocupação com os aditivos contidos em produtos de uso humano que apresentam atividade de desregulador endócrino (EDCs) é crescente e difundiu-se pelo mundo todo. Isso se deve ao fato de que a produção e o uso destes aditivos vêm crescendo desordenadamente na última década, e os efeitos no organismo humano da maioria deles ainda são desconhecidos. A estes dados alarmantes, somam-se a constatação de que a exposição humana é ampla, pois essas substâncias estão espalhadas no meio ambiente e o desconhecimento de onde elas são utilizadas e das quantidades seguras para a população”, afirma a endocrinologista Dra. Elaine Frade Costa, coordenadora do GTDE (Grupo de Trabalho dos Desreguladores Endócrinos) da SBEM-SP.

Para a especialista, a pesquisa da ONU e OMS, divulgada pela BCC, reforça a campanha “Diga não ao bisfenol A, a vida não tem plano B”, da SBEM-SP, que tem como base o princípio da precaução. “Em outras palavras, a mensagem é que a ausência de evidência não é evidência de ausência, ou seja, até que se prove o contrário, quando há evidências que uma substância pode causar danos à saúde da população, a sua utilização deve ser descontinuada ou, no mínimo, monitorada rigorosamente”, alerta.

A campanha “Diga não ao bisfenol A, a vida não tem plano B” já conquistou a primeira etapa que foi a proibição pela ANVISA do uso do BPA em mamadeiras. “Este é só o primeiro passo. A próxima ação é a conscientização dos órgãos públicos da necessidade de se declarar no rótulo das embalagens a existência de tais aditivos”, diz Elaine Costa.

Fonte: Tierno Press

October 29 , 2012

GTDE inicia a segunda etapa da Campanha Contra os Desreguladores Endócrinos “Diga não ao bisfenol A, a vida não tem plano B”

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Coordenadora do GTDE promove palestra para educadores nesta terça, em Santos

Na manhã desta terça-feira, na sede da Secretaria Municipal de Educação de Santos, litoral paulista, a médica endocrinologista Dra. Elaine Frade Costa, coordenadora do GTDE (Grupo de Trabalho em Desreguladores Endócrinos) da Regional São Paulo da SBEM (Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia) irá ministrar uma palestra sobre os efeitos do Bisfenol A à saúde humana. O encontro será voltado aos educadores e faz parte da Campanha Contra os Desreguladores Endórinos, criada em julho de 2010 pelo grupo com o intuito de divulgar os efeitos nocivos de substâncias químicas, como o bisfenol A, à saúde humana. Após promover palestras em diversos municípios de São Paulo, com o apoio de Câmaras Municipais de Vereadores, resultando na proibição da comercialização de mamadeiras e embalagens de alimentos que contenham o bisfenol A em sua composição, o GTDE pretende expandir a campanha promovendo a divulgação do Bisfenol A e de outros desreguladores endócrinos presentes no meio ambiente, em embalagens que acondicionam alimentos e em produtos infantis, através de ações direcionadas à classe dos educadores do Estado de São Paulo, a começar pela cidade de Santos. Nesta segunda etapa, o GTDE conta com o apoio institucional do INAIRA (Instituto Nacional de Análise Integrada do Risco Ambiental), do CNPq e da Secretaria Estadual de Educação.

Acompanhe as novidades da campanha no blog: www.desreguladoresendocrinos.com.br.

September 19 , 2012

Estadão publica estudo que associa o bisfenol A à obesidade infantil

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Um grupo de pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Nova York avaliou a urina de 2838 pessoas de 6 a 19 anos, com o intuito de detectar a quantidade de bisfenol A presente no organismo. No grupo com menos bisfenol na urina, havia 10,3% de crianças e adolescentes obesos. Já no grupo com maior quantidade da substância, 22,3% dos participantes estavam com obesidade. O estudo foi publicado hoje no Journal of The American Medical Association (Jama) e divulgado nesta quarta-feira no jornal O Estado de S. Paulo. A médica pesquisadora do tema, Tânia Bachega, membro do GTDE (Grupo de Trabalho em Desreguladores Endócrinos) e uma das precursoras da Campanha “Diga não ao bisfenol A, a vida não tem plano B”, da Regional São Paulo da Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM-SP) e atual coordenadora da Comissão de Desreguladores Endócrinos da SBEM nacional, participou da reportagem e, em entrevista ao Estadão, a médica explica que, em cultura de células, já foi observado que o bisfenol seria responsável pela proliferação do tecido adiposo. Tania alerta que as principais causas da obesidade continuam sendo o aumento do consumo de calorias e o sedentarismo. “Mas especialistas estão discutindo que, apesar do aumento da ingestão calórica, a obesidade está crescendo muito mais que o esperado.”

Confira a matéria, na íntegra: http://www.estadao.com.br/noticias/impresso,estudo-associa-bisfenol-a-obesidade-em-criancas-,932588,0.htm

July 26 , 2012

EUA proíbem o uso de bisfenol A em mamadeiras e copos antivazamento

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Por Dra. Elaine Costa – Coordenadora do GTDE (Grupo de Trabalho em Desreguladores Endócrinos) da SBEM-SP

Finalmente o FDA reconheceu, ainda que parcialmente, o equívoco que cometeu em março de 2011, quando rejeitou a petição do “National Resources Defense Council” para proibir o uso de BPA em todas embalagens de alimentos.

Considerando a importância que as decisões do FDA representam para o mundo, reconhecemos que o anúncio da proibição em produtos infantis pelo órgão é uma grande conquista que serve de modelo para as agências reguladoras ao redor do mundo. No entanto, esta determinação ainda está longe do ideal. Não podemos esquecer que as pesquisas dos efeitos do BPA  em seres humanos são controversas e dificilmente, pelas próprias limitações inerentes a pesquisas que envolvem seres humanos, chegarão a um consenso definitivo. Por isso o GTDE não só apoia a última decisão do  FDA como continua defendendo o “Princípio da Precaução”, a principal base da Campanha “Diga Não ao BPA, a Vida Não tem Plano B”. Nós do GTDE como médicos que somos, temos o dever de orientar a população e zelar pela sua saúde.

À semelhança dos consumidores Norte-americanos, nós Brasileiros, devemos ficar atentos às embalagens e preferir o consumo de alimentos que estejam embalados em recipientes livre de BPA. Com esta atitude consciente estaremos não só nos protegendo da exposição à uma substância potencialmente prejudicial à nossa saúde como também pressionando as indústrias de embalagens a retirar  o BPA de sua linha de produção.

Confira a matéria publicada sobre o tema:

http://www.midianews.com.br/conteudo.php?sid=5&cid=126997

June 19 , 2012

Especialista da SBEM-SP fala à Folha de S. Paulo sobre o uso consciente do plástico e dá dicas de como evitar a exposição ao BPA

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Em entrevista à Folha de S.Paulo, publicada nesta terça-feira, a Dra. Elaine Costa, médica endocrinologista da SBEM-SP e coordenadora do GTDE (Grupo de Trabalho em Desreguladores Endócrinos) alerta que, embora a vigilância sanitária estabeleça normas de controle para a indústria, aqueles que consomem muitos enlatados, por exemplo, estão expostos a quantidades maiores de BPA, do que as recomendadas. Isto porque o interior das latas tem uma resina plástica que afasta a ferrugem. Ela explica que, para reduzir a ingestão de partículas do material, é preciso diminuir o consumo desses produtos.

Ainda na matéria sobre o consumo consciente do plástico, nutricionistas do Instituto do Câncer fazem o alerta sobre o aquecimento inadequado do plástico e os danos que as substâncias presentes neste material podem causar à saúde humana.

Leia a reportagem na íntegra:19-06 Folha Equilíbrio

June 15 , 2012

SBEM divulga a campanha contra os desreguladores endócrinos na Rio+20

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A partir desta sexta-feira, 15 de junho, até o próximo dia 22, a SBEM leva aos visitantes da Rio+20 a divulgação da Campanha Contra os Desreguladores Endócrinos, alertando sobre os impactos desses agentes ao meio ambiente e à saúde humana.

O alerta principal é voltado ao bisfenol A, um composto orgânico utilizado na fabricação de plásticos de policarbonato e resina epóxi.  A produção global de plásticos de policarbonato  e resina epóxi anualmente é 3 e 1,5 milhões de toneladas, respectivamente.   Esses materiais são utilizados na fabricação de recipientes plásticos e revestimento interno de latas que são utilizados para acondicionar ou manipular alimentos. O BPA possui uma estrutura química muito semelhante aos hormônios esteroides, dentre eles, o estradiol que é o principal hormônio feminino. Vários estudos sugerem que, ao entrar em contato com o organismo humano, a substância pode interferir no funcionamento do sistema endócrino, aumentando ou diminuindo a ação de hormônios naturalmente produzidos pelo corpo humano, afetando o equilíbrio hormonal dos indivíduos. Doenças da tireoide, infertilidade, puberdade precoce, alterações no desenvolvimento dos órgãos sexuais e até mesmo alguns tipos de câncer já foram relacionados à exposição de animais ao BPA. Pesquisas apontam que a contaminação pode ser ainda mais prejudicial quando ocorrer durante as fases de desenvolvimento do organismo humano, as chamadas “janelas de exposição” (na vida intrauterina, na infância e na puberdade). Portanto a exposição ao BPA deve ser evitada, especialmente por gestantes, crianças e adolescentes.

Para informar as pessoas sobre os riscos desta substâncias, os médicos distribuirão os folders da Campanha, no estande da SBEM, n0. 32, localizado na Cúpula dos Povos, em frente ao Hotel Novo Mundo, no Aterro do Flamengo, Rio de Janeiro.